Perfil

Nome: Ísis Viana
Idade: 27 aninhos
Profissão: Jornalista
Gosto: Gente, pássaros,cinema e livros... E praia tb!
Não gosto: Humilhações e por aí vai
Música na vitrola: People are strange - The Doors.
E-mail/Msn: fae2000@hotmail.com

Sites

Folha de Sampa



.: Arquivos :.


[Segunda-feira, Abril 14, 2008]

New

Após muitas conversas sobre ter um novo blog, fazê-lo restrito ou não, com a mesma cara ou não, percebi que não me lembraria de avisar a todos sobre ele.
Portanto, vou deixar aqui mesmo o novo endereço!
http://culturaemplural.blogspot.com

Thats it folksssssssssssssssss


Enviado por Isis * 10:27 PM

[Sexta-feira, Abril 04, 2008]

Sala de Arte



Dois ou três sofás gordinhos, confortáveis, logo na entrada.

Uma mesinha de centro com um jornal, mais resumos de filmes e um ar-condicionado que nunca está nem muito frio, nem muito quente.
A trilha-sonora do ambiente quase sempre é desconhecida, mas pode ser que coloquem Edith Piaf ou algum cantor russo, ou mesmo uma banda jazzista inglesa nova, bem moderninha nas paradas.


Para lembrar que estamos no cinema e não numa exposição de fotos ou pinturas, o balcão ao lado vende uns chocolates caros e o bilheteiro só aparece na hora H como se fizéssemos parte do horário britânico.
Os atores dos filmes em exibição geralmente são desconhecidos, o diretor é aquele renomado que além de diretor é também professor, PHD, geólogo ou algo do tipo.

Assim se apresenta uma sala de arte cujas paredes são repletas de cartazes de filmes conhecidos como “alternativos”, desses que você enxerga tempos depois esquecidos na sessão cult das locadoras.
A verdade é que muitos dos apreciadores da sala de arte não estão ali para ver um filme só por distração.
Eles também buscam uma nova instrução, uma crítica, uma análise construtiva da sociedade contemporânea ou do sujeito em si “pós-moderno”, mesmo quando este se encontra numa Inglaterra do século XVII.

A questão dos filmes alternativos não serem classificados como filmes comerciais me incomoda.
Isto porque acredito que todo filme é comercial, sem exceções, pois é óbvio que se espera um retorno de público.
Ou será que para os realizadores não importa atingir o máximo de gente possível e sim uns poucos “intelectuais” capazes de entender a “grandeza da película ali registrada”?
Definitivamente os filmes de arte não foram feitos só para entretenimento, mas daí a dizer que se eximem de fins comerciais é uma mentira. Podemos retificar com o fato de não serem feitos APENAS para os fins lucrativos. Que tal?

Bem folks.
Para esta sexta-feira eu recomendo uma ida à sala de arte.
Pode ser a sala de arte da UFBA, do Cine do Museu, do Solar D'unhão, do Cine XIV ou do Aliança Francesa.
São diversos cults que você pode conferir o horário acessando o site www.saladearte.art

Um dos filmes que quero ver é Persépolis.
Aqui vai a sinopse tirada do site:

PERSÉPOLIS
Dir: Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi. Prod: França-EUA, 2007. Dur: 1:35. Classif: 12. Elenco (voz): Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve. Sinopse: Animação. Da infância à vida adulta, as descobertas de uma garota iraniana louca por Rock and Roll e cinema, e o desenvolvimento de sua arte contra o regime Islâmico. Prêmio do júri em Cannes 2007. Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Indicado ao Oscar 2008 – (Melhor Animação). l Uma vida, um país, um momento crucial: O filme Persepolis l l l l l
Diariamente às 14:10 - UFBA




And thats it folkssssssssssss




Enviado por Isis * 1:24 PM

[Quinta-feira, Abril 03, 2008]

Novo Layout!

Com uma florzinha decidi mudar o layout do blog.
Espero que tenham gostado!
Em breve conto novidades.
A preguiça será vencida em mais um ou dois dias.
Aguardem folks!
:D


Enviado por Isis * 9:58 AM

[Quinta-feira, Março 27, 2008]

Cover do Oasis

Hey folks
São apenas três músicas que eu gosto da banda britânica Oasis.
A primeira é Champagne Supernova, seguida de Don't go away para terminar com Live Forever.

Acontece que dessas três citadas, a que eu acho menos difícil para cantar é a Live Forever.
Confiram então antes a versão original com o clip da música para depois ver o meu cover:




Cover da Isoka com direito a côro e tudo:

http://www.4shared.com/file/42024696/8ba13b5f/Recorded_Audio_2008-mar-26_08-28-57.html?dirPwdVerified=1d7830d1

ps - Eu sei que sou cara-de-pau.
Deveria ao menos ter feito uma mini biografia dos caras por aqui... Mas a intenção não era falar deles e sim do meu cover!!!!rsrs

pps- Só aceito elogios, ouviram? Humm


Live Forever (tradução)

Oasis

Viver para sempre

Talvez eu realmente não queira saber
Como seu jardim floresce
Eu apenas quero voar
Ultimamente você sentiu a dor
Numa manhã de chuva
Como se estivesse molhado até o osso

Talvez eu apenas queira voar
Eu quero viver eu não quero morrer
Talvez eu apenas queira respirar
Talvez eu apenas não acredite
Talvez você seja igual a mim
Nós vemos coisas que eles nunca verão
Você e eu iremos viver para sempre

Talvez eu realmente não queira saber
Como seu jardim floresce
Eu apenas quero voar
Ultimamente você sentiu a dor
Numa manhã de chuva
Como se estivesse molhado até o osso

Talvez eu nunca serei
Todas as coisas que eu quero ser
Mas agora não é hora para chorar
Agora é hora de descobrir por quê
Eu penso que você é igual a mim
Nós vemos coisas que eles nunca verão
Você e eu iremos viver para sempre


Enviado por Isis * 8:55 AM

[Terça-feira, Março 18, 2008]

MEGACUBO



Tá no trabalho sem fazer nada?
Tá em casa de maresia?
Não tem tv a cabo?

Chegou o MEGACUBO!
Um programinha que passa filmes de canais fechados 24h, sem parar!

Basta apenas um click que pronto! Filminho passando!
Ontem eu vi "O Iluminado", olha que coincidência?
Noutro dia que havia falado dele aqui, num post sobre terror.
O bom deste programa é que ele traz diversos canais dos quais você pode escolher qual filme quer ver e olha que são os mesmos que se tem na SKY, NET etc.
E o melhor?
For free!!!
Olha o link:

http://superdownloads.uol.com.br/download/162/megacubo/

And thats it folks!



Enviado por Isis * 11:40 AM

[Domingo, Março 09, 2008]

ANOS 80 MUSICAL



Era o cantor Ritchie com “A mulher invisível”, era o RPM com “Olhar 43”.
Era tanta gente!
Roupa Nova com “Dona”, Vando com “Fogo e Paixão”, Paralamas com “Alagados”.
Toda a década de oitenta foi assim, bem musical para mim.
Como não podia de ser?

O rádio era escutado o tempo inteiro e ainda havia coleções de bolachões que pareciam nunca mais acabar.
Internet? Quem tinha isso? Computador? Só para jogos de cartucho!
O negócio era a música e música.
É claro que isto significava também copiar tudo, desde o cabelo do cantor até as vestimentas.
Impossível esquecer aquele cabelo Chitãozinho e Chororó que durou por anos. Era um negócio que começava com uma franjinha na frente, um monte espetado em cima e atrás um cabelo escorrido que iria até a altura do pescoço.
Quero esquecer, só que existem as fotos pra relembrar!
Mas mamãe tá perdoada. Ela também usava assim coitada.

Voltando as músicas oitentistas o meu estilo preferido era o internacional.

O A-HA com todo aquele sucesso em “Stay on these roads”, George Michael com “Carelles Whisper”, Cindy Lauper, Duran Duran, The Cure, REM, The Smiths, Billy Idol!
Ainda tínhamos o Whitesnake!, Tears for Fears! The Police!, New Order!
David Bowie fazendo a trilha Sonora do filme “Labirinto”! Madonna com vários sucessos como “Like a Prayer”, “Boderline”... Prince arrasando na trilha do filme "Batman" de 88!

Onde foi parar esse povo?
Será que aquele destaque de cantores e bandas acabou? Virou algo comum?

Será?
Deixo aqui um clip de uma banda que eu adorava e ainda achava o cantor hiper gato:

Spandau Ballet com "Gold"
Mais anos 80 que isso impossível!




Ah!
A minha sugestão de filme para este domingão fica sendo “Letra e Música” que aborda maravilhosamente o tema dos anos oitenta musical de maneira leve e engraçada. O clip que eles fizeram foi uma sátira perfeita e eu ri muito.
Com vocês a banda fictícia POP! rs

ps - Um dos atores é Hugh Grant






Enviado por Isis * 10:45 AM

[Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008]

O GRITO




No trânsito eu percebi que é no grito que o exorcismo acontece.
-SUA FDP!
-CORNO!
-SACANA!

É isso.
Eu nunca tive coragem de xingar tão alto assim.
Mas hoje. A velhinha me irritou.
Ultrapassagem. Foi justo. Eu dirigia devagar.
Ela ultrapassa me desafiando, dizendo algo como:
-Vai pra outra pista!
Eu vou, tranquilinha.
Mas aí ela, não satisfeita, coloca a mão pra fora da janela e faz um gesto que significa:
-Sai pra lá.

Bem.
Bem.
Beeeeemmm.
A tpm acabou hoje.
Mas o sangue subiu.

Acelero até a velhinha.
Abro a janela tooooda e grito:
-O QUE É? O QUE VOCÊ QUER? HEIM? SUA VELHA FDP DESAFORADA! O QUE É?

A velha assustada diminui a velocidade do carro.
Eu passo na frente dela e continuo a gritar olhando pro retrovisor:
-O QUE É? HEIM?HEIM?
A velhinha diminui, diminui, até que ao me ver parando no semáforo, ela pára atrás de mim quase 10 metros afastada.

-Se fosse um negão você não faria isso né? - mamãe pergunta rindo, no carona.
-Mãe... - eu digo suspirando - Só brigo com quem eu posso...

*Foto tirada em agosto de 2003.
Eu e meu ex-noivo brincando de gritos numa alusão as nossas inúmeras brigas.


Enviado por Isis * 7:21 PM

[Terça-feira, Fevereiro 19, 2008]

Um novo layout!
Logo logo escrevo aqui.
Aguardem!


.


Enviado por Isis * 8:53 AM

[Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008]

Filmes de Terror*



*post em homenagem ao meu Tio Mel.


Desde a mais tenra infância que o meu querido tio Mel me levava aos cinemas todas as sextas-feiras.
Antes mesmo de aprender a ler eu já pregava os olhos no telão enquanto o meu tio lia, pacientemente, as legendas para mim.
Em sua casa, o meu tio cedia espaço para todos os fins de semana a garotada ter a famosa sessão pipoca.
Nos cadernos e cadernos cheios de filmes catalogados, nós escolhíamos a dedo o que queríamos assistir e após uma breve votação o pedido era unânime:

FILME DE TERROR!

Em meio a gritaria, silêncios de suspense e muita gargalhada nós assistíamos filmes como A hora do pesadelo, Sexta-feira 13, o Massacre da Serra Elétrica, Brinquedo Assassino, Hellraiser, Poltergeits, A Casa Mal Assombrada, A Volta dos Mortos Vivos etc.
UFA! Haja fôlego e isso nós tínhamos de sobra.

Eis então que eu decidi, em homenagem ao meu tio que até hoje curte o gênero de terror vide filmes como Jogos Mortais, o Albergue, o Grito, deixar aqui o top Five dos melhores filmes.
Fui então à locadora e loquei pelo menos 8 filmes de terror.
-Vai conseguir dormir a noite? – o rapaz da locadora perguntou.
-Vou tentar! - dei risada.
Na manhã seguinte comecei a maratona.
Tentei nesses dias todos assistir a pelo menos um filme inteiro, até o fim mas, por acaso consegui?
Bastava uma cena de barriga se abrindo, sangue jorrando da cabeça, gente comendo crânio, zumbis, facadas, espíritos malignos que AAAAFFF. Tirava o filme na hora e corria para o esquilinho fanático por avelã da Era do Gelo.
Respirava fundo e voltava para o filme de terror.
Gritos e mais gritos até apertar o eject e colocar de novo o esquilinho.
Mais um engasgo e esquilinho.
Chega!, pensei.
Vou deixar análise de terror pra quem tem estômago.
Deixo aqui apenas um clássico, de Stanley Kubrick, adaptação do livro de Stephen King, com o personagem principal feito por Jack Nicholson.
Preciso dizer mais?
O ILUMINADO.
O melhor filme de todos os tempos. O TOP 1. O pai do terror na utilização do suspense, posicionamento de câmeras, efeitos especiais e trilha sonora.
Portanto folks, nem vou dar a sinopse aqui.
Assistam ao trailer e vejam uma prévia do porquê de ser tão aterrorizante





Enviado por Isis * 12:16 PM

[Sábado, Fevereiro 02, 2008]

Exímia vendedora



Como eu adoro carnaval, resolvi vender os abadás que ganhei.

Numa feira com cambistas lá do aeroclube eu nem precisei sair do carro.
É que a fila de carros a procura de abadás era tão absurda de grande que eu fiz negócio ali mesmo enquanto os cambistas apareciam aos montes gritando:

-Vendo Ivete! Vendo Chiclete! Vendo Timbalada! Vendo Eva!

-Ei! Ow! Ei! – gritei pra um cambista que logo veio correndo em minha direção.
Abri o vidro e ele gritou no meu ouvido:
-VENDO IVETE! VENDO CHICLETE! VENDO TIMBA
-Eu já ouvi! – gritei de volta. – Escuta! To com quatro abadás aqui. Você compra?
-Que abadás? – ele perguntou desconfiado.
-Já estão esgotados. São dois do Afropop pra segunda-feira e dois do camarote Othon pra hoje.
-E ta de quanto?
- Vendo por 200 cada camisa.
-Aaaahhhh! – ele riu - Aí você me quebra!
-Quebro nada! É esse o preço no mercado – falei como quem sabia muito a respeito.
-Mas duzentos ta caro. Dá não.
-Ok então. – puxei o carro mais pra frente..
Fui pro próximo cambista:

-Ei!
-VENDO ASA! VENDO ARA! VEN
-Tô vendendo abadá! – gritei.
-Qual?
-Dois afropop e Dois Planeta Othon.
-Quanto?
-Duzentos cada.
-Dá não.
-180 e pronto. – falei irritada.
-Te dou 160.- ele disse.
-Centro e SESSENTA? CLARO que não!
-Cento e sessenta amiguinha.
-Qual é! – falei – Tão esgotados! Ninguém mais compra senão em cambistas esses daqui!
-Só compro por 160.
-Tá legal! – Puxei o carro.

-Afropop e Planeta Othon 180! – gritei tão forte que parecia uma cambista profissional. Uau!
-Quanto? – perguntou um.
-180.
-Dou cem em cada.
-Hã? Tá brincando né? Só pode!
-Tô não.
-180 e acabou. Só vendo por isso! – falei.
-120 no afropop eu dou e 150 no Planeta. Fechado.
-Que fechado? 150 nos dois então!
-NO afropop eu só dou 120.
-Tá tá táaaaaaa. – peguei o dinheiro da mão dele e joguei os abadás pra fora do carro.
É isso aí. Tem de ser assim.
Venda é comigo mesma.
Hum...


Enviado por Isis * 9:07 AM

[Quinta-feira, Janeiro 17, 2008]



Ano de 2008 começou girando.
Uma taça de champagne sendo retirada das minhas mãos.
Eu gritei:
-Quero beber muito, poxa!
Ninguém entendia, embora todos fossem compreensíveis.

Então que eu estava numa das festas mais requisitadas de Salvador, mais uma vez na Marina, com uma praia privada ao lado, uma mesa gigante a frente e garçons servindo champagne, whisky, tequilas, martinis etc.
Eu queria apenas representar um papel. Valia a pena extravasar depois de um ano inteiro agindo digamos assim, “corretamente”.

-Garçon! Traz mais um champagne!
-Posso levar este que está na mesa senhora?
-Não! Traga outro, mas fechado!
-Sim senhora.
E o garçom se retirava. Era o Paulo, Paulo não. João Francisco.
Eu queria chamar todos pelo nome, mas acho que ninguém se importava.

Enquanto isso Zeca Pagodinho cantava no palco.
Deus do céu... Como ele canta mal!
Só perdoei por conta do copão gigante de cerveja ao lado do microfone que o fazia parar a cada refrão enquanto uma platéia gritava e aplaudia eriçada.
Valeu Zeca Pagodinho! Cadê o Sushi?
Stands e stands de vários restaurantes ofereciam comida a rodo, mas as filas para buscar um pratinho de comida desencorajavam qualquer um.
E só por isso eu me contentava apenas com o básico:

-Garçon!
-Pois não senhora.
-Seu nome é João Francisco, não é?
-É Pedro senhora.
-Pedro! Traz mais um champagne, por favor? Que Zeca Pagodinho ta difícil de engolir.
-Eu acabei de trazer um senhora.
-Mas ta aberto Pedro!
-Eu acabei de abrir pra senhora! – disse ele contendo o riso.
-Ah! Pedro... Você me enganou direitinho!

Mais uma golada de champagne.
Era a hora da virada.
Empurra empurra pra ir pra praia.
Um cara em minha frente diz:
-Não empurra!
-Querido! – falei -Pode deixar que eu vou dar a sua informação pras mil e quinhentas pessoas atrás de mim.

E a praia já estava lotada.
Vou até o mar, molho os pés, faço o pedido e dou os pulinhos.
Brindo e logo vou pra casa.
Vou pra casa porque estou exausta, vou pra casa porque Margareth Menezes, o próximo show, iria me arrasar de vez.
Vou pra casa porque antes, no banheiro, vejo um mar de champagne espumante e brilhante a minha frente e logo depois uma água vindo em minha direção.
-Estamos no mar? – eu pergunto.
Não ouço resposta, mas vejo gente e penso que fui teletransportada novamente ao banheiro.
É. Chegou a hora de ir pra casa.
O primeiro pensamento do ano chega.
Água, por favor!


Retrospectiva 2007

Ano memorável.

-Consegui um emprego na área de jorna.
-Abandonei a academia de vez.
-Fui (pasmem) pouquíssimas vezes ao cinema.
-Vi um show da Marina Lima.
-Vi um show da Céu.
-Perdi o show do Paulinho Moska.
-Entrei no curso de Direito.
-Passei em publicidade na Católica(e desisti já que era 2ª opção)
-Pratiquei xadrez no dia-a-dia.

Enfim. Vou terminar com o velho clichê.
Um pouco de tudo serviu de experiência e de novidade.
A sensação que ficou é de que é o inusitado que nos move. Essa troca.
E mais vale uma boa risada do que uma boca torta e sem graça, concorda?
A minha sugestão pra hoje é um bom filme de terror, numa sessão pipoca.
Quem topa?
Tô afim de gritar!

Próximo post falarei dos melhores filmes de terror.
Se preparem.


Enviado por Isis * 11:05 AM

[Quarta-feira, Dezembro 26, 2007]



Da próxima vez que eu for a ginecologista, direi:
-Olhe bem, eu estou sem namorado.
Entenda. A minha ginecologista tem até TV para que nós, pacientes, vejamos o que ela vê.
Eu digo que não preciso ver nada, mas ela insiste.
Tudo bem, eu fecho o olho e finjo que estou vendo.
Talvez um dia na terapia, caso venha a ter dinheiro pra pagar uma, eu possa discutir a respeito.
O problema nem é isso.
O problema é fazê-la entender que eu estou sem namorado.
Eu quero dizer, justamente na hora em que se coloca o tubo gigante ela inventa de conversar.
Desta última vez ela conversou sobre a violência de Salvador por 10 minutos. Eu contei.
10 minutinhos intermináveis.
E quase, por muito pouco eu não fui indelicada ao dizer:
-Violência é este tubo gigantesco que você tem em mãos.
Mas me contive.
Após os intermináveis 10 minutos de papo sobre violência ela se lembra do que esqueceu e volta a fazer o que iniciou.
A conversa continua sendo que eu já respondo tudo automaticamente. Já estou sedada.
Pelo amor de Deus. Eu estou sem namorado, preciso dizer mais?
Mas ela não entende. Ela é casada. Ela não tem problemas desse tipo.
Deixo pra lá.
Eu repito, da próxima vez que eu for à ginecologista direi que estou solteira.
Antes mesmo que ela pergunte como eu estou, eu digo:
-Sem namorado. Solamente sola. Nem bonecos infláveis, nem similares.
E se ela tiver um pouquinho de sensibilidade, sensibilidade apenas que táctil, provavelmente irá entender.


Enviado por Isis * 6:15 PM

Eu não sei... É natal?



Jingle Bell, árvore de natal, presépio, sininho blimblim?
Que é isso?

Natal pra mim nunca existiu.
Comemoração com peru, chester etc?
Nunca houve.
Havia o aniversário da vovó pra ser comemorado, um dia antes, em que reuníamos toda a família composta por dois tios e mamãe.
Havia também os presentes do Papai Noel e em 2005 até fizemos uma festinha de natal por conta de uma amiga de Sampa que viera.
Mamãe então prometeu ter aquela ceia de natal.
Imagine a minha surpresa quando eu sentei a mesa e vi dois franguinhos assados.
-Mas isso é frango assado!
-E que é que tem? Peru e frango é tudo igual.
Bah! Mamãe não pegava o espírito da coisa.

Acho que ninguém nunca entendeu o meu problema com o natal.
Talvez um namorado tenha entendido...
Mas nem sei se conta porque ele era judeu.
Juntos jogávamos dominó e o natal? Nem tocávamos no assunto.
E só não demos certo por que um dia ele achou uma moedinha na rua e fez festa.
Percebi que não combinávamos tanto assim. Se a moeda ainda fosse de cinco centavos...

Mas voltando ao Natal, é uma noite que me deixa constrangida.
Uma comemoração familiar da qual eu não consigo achar muito sentido.
"Feliz Natal!" eu sempre ouço e quase digo "Feliz Feriado", mas dou um sorrisinho e digo de volta: -Feliz Natal pra você e toda a sua família!"
Nem tudo é ruim.
É também a hora de comer panetone.
Que panetone é gostoso, embora eu tire todas as frutas cristalizadas, uma por uma.
Um pouco trabalhoso, mas eu não ligo não. Panetone é bom.

Eu não sei... Papai Noel de barba, roupas de frio, vermelhas, no calor de Salvador é o mesmo que dizer que na Suiça comemoram um Papai Noel de calção de banho distribuindo presentes num frio de lascar.
E a árvore? Por acaso temos pinheiros por aqui?

Não sei não.
Natal pra mim é visitar a família do namorado, ser conhecida por todos, pregar o sorriso colgate na cara e ter que ouvir a historinha de quando seu namorado era bebê quase morreu engasgado com a bala soft. Ora, isso é motivo de riso? Então vamos lá.

Ha Ho Ha Ho ho Ha ha Ho he ha

Feliz Natal folks!
Aaaaaaah, já passou?
Que peninha...


Enviado por Isis * 2:59 PM

[Quarta-feira, Dezembro 19, 2007]

Quebrando a cabeça para armar um novo texto após os rabiscos do chefe


Caminho sozinha pra buscar inspiração


E quando termino o trabalho adoro me deparar com esta vista do céu.


Enviado por Isis * 8:58 AM

[Segunda-feira, Dezembro 17, 2007]

O Trabalho

Eu sei o que você deve estar pensando.
Deve ser: “Ela nunca mais postou”.
E sei que você deve ter concluído: “Ela está trabalhando”.
Sim, é isso. Sem tempo para postar.
Mas tá afim de saber sobre o meu trabalho?
Do que ando fazendo e tal e tal?
Então vamos lá.

No meu trabalho a minha atuação básica é a de relatar eventos que passaram dentro do Forte e fazer a programação dos que virão, além de ligar para produtores e procurar saber sobre o que vai ser realizado.
Em cada evento é preciso que eu esteja lá, registrando e entrevistando algumas pessoas que participam.
A parte mais difícil para mim é essa. Entrevistar.
Tudo porque nem sempre há muito do que pesquisar dos entrevistados e muitas vezes eles nem estão afim da entrevista e affff...
Quando não estão afim...
Quando não estão afim é preciso levar na calma e continuar sorrindo, insistindo um pouquinho mais até que eles cedam. Claro.
Mas já me aconteceu de ter que levar aquele sabão, principalmente quando as perguntas não condizem com a posição social da pessoa, e acabar sem entrevista.
No curso de jornalismo a gente aprende que, antes de qualquer entrevista, é preciso saber até qual foi o dedão encravado que o entrevistado teve na infância, e eu bem sabia disso, mas como a entrevista era na verdade um perfil, pensei que poderia deixar o dedo encravado pra lá e fazer as perguntinhas básicas de cidade onde nasceu, de onde vem o apelido e coisa e tal.
Hum? Ledo engano.
Recebi o maior carão possível e só não desanimei porque tão logo em seguida uma outra celebridade pôde dar uma entrevista e numa total coincidência respondeu as perguntinhas que eu já havia deixado de lado num papel rasgado dentro da lixeira.
Pura ironia do destino?
Talvez...
No mais to adorando o trabalho, treinando a escrita, lendo um pouco mais e morrendo de vontade de acessar o MSN de lá, mas sem coragem para tal.
Por que? Porque vai ser fácil tirar a concentração assim.
Mas talvez num dia em que eu esteja sem absolutamente nada pra fazer...
Bem... rs

And thats it folksssssssssssss
Fotos em breve


Enviado por Isis * 9:10 AM

[Quinta-feira, Dezembro 13, 2007]

Já já posto!


Enviado por Isis * 6:28 PM

[Sábado, Dezembro 08, 2007]

Concurso de Contos


O local da sede era no Pelourinho.

Era lá que eu teria que me inscrever a um concurso de contos.
Pois lá fui eu subir e descer as ladeiras do Pelô com as minhas sandálias rasteiras sendo que um escorregão era até previsível.
É que de quedas eu sempre fui boa.
Logo vejo um guarda:

-Bom dia! O senhor sabe onde fica esta sede aqui no Pelô?
-Ah, minha linda... Tem uma sede lá em cima que é a sede 1 e outra cá embaixo que é a sede 2. Qual você vai?
-Tem duas? Bom, a que eu vou fica na rua tal.
-Ah, é na sede de cima, a sede 1.
-Em cima?
-Lá em cima você vai, sobe, sobe, depois vira a esquerda e logo vai ver uma pastelaria, daí lá você vira a esquerda de novo e na rua do lado fica a sede.
-Brigada seu guarda.
-Nada meu amor.


Subo e Desço



Subo, subo.
Subo mais.
Chego ao local e avisam que para se inscrever no concurso é justamente na outra sede.
-Na outra sede?!
-Na outra. – respondem.

Volto de onde vim e desço a ladeira.
Desço, desço.
Desço mais.
Pingos de suor caem da testa.
E chego ao local. Mas ele está fechado.

-Que horas abrem aqui? – pergunto a um comerciante.
-Oxi. Tá em reforma!
-Reforma?!
-Tá em reforma tem meses.
-Mas como em reforma? Acabaram de me mandar pra cá!
-Quem mandou minha filha? Quem foi?
-O pessoal da outra sede. Eles falaram que é aqui.
-Não minha filha. Não tem ninguém aqui porque tá em reforma.
-Tem certeza?
-Quer bater na porta? Pode bater, pode gritar que ninguém vai abrir.
-Tá. Muito obrigada.

Volto a 1ª sede.

-Olá. Vocês falaram que é a outra sede, mas está fechada, em reforma.
-O quê? Qual sede você foi?
-A que vocês daqui mandaram.
-Você foi na errada! Tem uma em reforma, mas é a outra.
-São três sedes?!
-São. A que você tem de ir fica neste endereço aqui ó. Vai lá.

Desço, desço.
Desço mais.
Chego na terceira sede, derretida de suor.
Aliás, nem sinto mais nada.

-Olá. Bom dia. Eu queria falar com o setor de inscrição.
-Ainda não chegaram e parece que hoje ninguém vem mais.
-Sério?
-Sério... Vou te dar o telefone... Se quiser ligar depois...

No outro dia eu ligo, mas ouço um:
-Hoje ninguém está trabalhando. Só amanhã!


Corra Isoka, corra

*

Volto noutro dia.
Desço a ladeira.
Desço, desço.
Desço mais.

Vejo um marginal fumando um cachimbo e dançando no meio da ladeira deserta.
Bem... eu penso, qualquer coisa é só correr com a minha sandália rasteira.
Passo pelo marginal de cara para cima. Vai encarar?
Desço e ops! Cadê a sede?
Percebo que me perdi.
Quero voltar para a rua de cima, mas o marginal agora dança chutando o ar.
Vejo um policial passar por mim e subir a ladeira.
Ótimo! Vou acompanhar este policial.
Mas tão logo vou vejo que ele empenha a arma..
OPA!
Atrás de mim sobem mais três policiais armados correndo.
A agonia começou.
Desço a ladeira de novo em passos rápidos e o marginal passa por mim correndo com os policiais atrás.
Começo a correr também e entro na primeira casa aberta.
Era um museu. O segurança percebendo o movimento grita pra mim:

-Entra logo! Entra, entra! – e fecha a porta gigante de madeira.

Ainda consigo ver os policiais do lado de fora cercando uma casa a frente.
-Estou ilhada! – penso comigo.
Ando apressada dentro do museu e consigo achar uma saída um pouco mais embaixo.
Coloco a cabeça pra fora e vejo ainda os policiais com armas apontadas.
-VAMBORA ISOKA! – saio correndo e desço a ladeira sem olhar pra trás.
Uma queda agora era só o que faltava!
Entro numa rua movimentada e UFA.
Respiro.
Recomeço a andar calmamente de volta pra casa.
No outro dia um amigo diz que o local é conhecido como “Cracolândia”.
Dou risada, risada nervosa, porque sei que ainda preciso voltar lá para a inscrição de contos.
E volto e tudo dá certo, enfim.


Tropa de Elite!!!




Mas agora, não sei bem o porquê, sinto necessidade de contar o que aconteceu durante a semana.
Pra todos que me perguntam como estou, eu vou logo dizendo:

-Eu estive na Cracolândia. Já ouviu falar? Teve tiroteio, eu estava no meio e corri da polícia entre as balas. Na corrida caí no chão e fui rolando até que a sandália saiu do pé e pulou pra dentro da casa que estava o marginal. Eu não podia deixar pra trás. Fui resgatá-la. Andei agachada tipo os soldados do vietnã e uma bala passou por mim raspando quando eu pulei a janela. Quando recuperei a sandália o marginal pensou que era uma arma e se rendeu. Os policiais então me condecoraram, mas só de boca porque ainda vão fazer a plaquinha com o meu nome e símbolo de condecoração.
-Que mentira! – alguns ainda dizem.
-Não é não. – eu digo, mostrando a marca do braço da bala que passou raspando.
Por uma fração de segundos olham calados, mas logo falam:
-É marca da vacina!!!
Aaaaahh!
Quase que eu te peguei!!!
E quem conta um conto...

------------------------------------------------

Obs - * A foto da mulher de cabelos vermelhos é do filme "Corra Lola, corra". Vale a pena ver!
And thats it? Yep!
See ya all folks!


Enviado por Isis * 10:12 AM

[Quarta-feira, Dezembro 05, 2007]

Lar de idosos nos Mares pede socorro

Ao ler este título hoje no jornal ATARDE fiquei absurdamente comovida.
A matéria fala sobre as necessidades das quais passam os idosos de um asilo em Salvador. Muitos foram abandonados pelos parentes e não têm sequer qualquer ajuda.
O asilo necessita de doações que vão desde um papel higiênico a remédios, além de médicos, fisioterapeutas etc que ajudem através do trabalho voluntário.
É apenas uma questão de humanidade.
Não pude deixar de pensar na minha avó(tchutchuquinha) que, quando viva, teve tanto carinho e auxílio dos familiares.
Imaginá-la nesta mesma situação é inconcebível, aliás, deveria ser inconcebível com qualquer outro idoso.
Para ler a matéria na íntegra acesse o site:
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=812560

Já para fazer doações a conta corrente para depósito é 235683-8, na agência 0904-0 do Banco do Brasil.

Lar Irmã Maria Luiza
Sede – Rua do Imperador, nº 61, Mares
Salvador
Telefone - 3314-2885

Parabéns a jornalista Clarissa Borges pela matéria!
Jornalismo é pra isso mesmo.


Enviado por Isis * 10:50 AM

[Segunda-feira, Dezembro 03, 2007]

Aviso aos navegantes: I got a Job!



Feliz é pouco!
Podem abrir o champagne porque finalmente eu consegui um emprego!
E o que é melhor? Exatamente na área da qual amo tanto que é a da cultura.
A partir de hoje trabalho como assessora de um Forte que, recentemente revitalizado, promete ter muitos eventos culturais para o ano de 2008.
Poft! Estourou o champagne?
Ainda não?
Tô esperando o convite!!!
É claro que só tenho a agradecer um magnissimo amigo que, apostando em meu potencial, me indicou para o cargo e agüentou a panela de pressão que fiz quando enviei 101 emails perguntando:
-E aí ? Já tem a resposta?
rsrs
Brigada amigo!
Pruento folks!
Desejem-me sorte e vamos comemorar!

ps - Brigada de coração a Dani Tourinho, Mitchel, Crisoka, Cris prima, Rafito, Bruninha, Caudinha, Nubs, e mamãe que também me apoiaram bastante. E, claro, todos os meus amigos, inclusive vocês que lêem o blog e torcem por mim! Valeu!
Grande beijo;*************


Enviado por Isis * 9:03 AM

[Domingo, Novembro 25, 2007]

O Show da Céu



-Vamos cedo que vai lotar!

Todos sabiam disso.
Mas foi mais do que surpresa quando vimos o tamanho da fila para entrar no show.
É que a fila, sendo quilométrica, virava ruelas e mais ruelas do Pelô.
Eu já não sabia se conseguiria entrar, mas o Mitchel, meu querido amigo jornalista, em última instância ainda poderia conversar com os cinegrafistas que gravariam o show. Qualquer coisa era só dar a carteirada. E adiantava? Por pouco não passei a vergonha de fazer algo do tipo.
Conseguimos entrar para alívio geral.

A velhinha

Perto de mim uma velhinha de mais de 70 anos se prostrou no palco e lá ficou, esperando pacientemente o show começar num calor infernal.
Achei interessante ela junto ao público que em sua maioria era jovem.
Não demorou um minuto pra velhinha puxar papo:
“Eu acho a Céu uma pessoa iluminada. O pai dela deu o nome Maria do Céu devido uma lavadeira que ele conhecia lá de Portugal. Sabia?”
-Vagamente... - respondi divertida.

Pode beijar!

A música “10 contados” começou com Céu dizendo:
-Quem quiser beijar ao som dessa música pode beijar.
Eu e Mitchel cantávamos em côro “Meu amor ô ô, não se atrase na volta não...”
Nos olhávamos felizes, que música linda não?
Mas a velhinha interrompeu:
-Acabem com isso e beijem logo! Tão esperando o quê?!
Tivemos de rir. O show tava ficando de fato muito divertido.

Cantamos Lenda, cantamos Malemolência, Roda e tantas outras canções.
Céu veio com Visgo da Jaca do Martinho da Vila, fez tributo a Fella Kutti e nos deu sua versão de Concrete Jungle do Bob Marley.
Absolutamente lindo do início ao fim.



Atritos na saída


Mitchel aceitou pagar uma de fã comigo e lá fomos nós para a porta do camarim.
Logo tivemos problemas.
A equipe da Céu estava chateada com o pessoal da TVE que havia gravado o show.
Um deles falou:
-A Céu não mais dará entrevistas hoje! O problema foi a falta de estrutura! Se fosse a rede Globo ou a Band não teríamos isso!
Pronto.
Atiçou meu querido repórter Mitchel para uma discussão daquelas:
-E quem daria meia hora de espaço para a Céu tocar senão a TVE? A Globo? A Band? A Céu tem é de agradecer a TVE por ajudá-la a se projetar!

Ânimos alterados.
De qualquer forma todos já estavam vetados do camarim.
Liguei para outra amiga da tv perguntando:
-E aí? Tem como conseguir entrevista com ela amanhã?
-Se a produção dela tivesse entrado em contato antes do show...
Pena...
Ficamos sem entrevista, sem foto, sem nada.
Mas valeu.

Veja aqui o videozinho que fiz.
And thats it folks
;)




Enviado por Isis * 7:20 PM

[Quinta-feira, Novembro 22, 2007]

Um novo visual!

Precisava dar uma renovada por aqui, fazer algo de diferente, mudar o visual!
Já era mais que na hora de fazer isso.

Eis que vasculhei sites e sites a procura de um novo look, algo inspirador, mas quem disse que achei?
Não sei bem o porquê que esses sites oferecem layouts tão poluídos ainda que os temas sejam interessantes. O problema é com o querer preencher espaços... Fica mais que difícil se concentrar numa leitura que tenha tantos desenhos ao lado, ao fundo, acima, além das tantas cores berrantes em rosa escuro, vermelho, preto e roxo.
Eu pelo menos não consigo permanecer num site por mais de 10 segundos quando as cores me ferem os olhos ou me distraem.
Daí que o mais balanceado que achei foi este aqui, mas ainda não é o que eu quero.
Portanto folks, caso eu não ache mais nenhum volto pro antigo mesmo.
And thats it?
Sure baby! It is!!!

Em breve teremos mais historinhas por aqui.
Deixa só eu me reorganizar que esta semana foi um furacão de sentimentos, idéias e movimentos.
E pra que melhor?
Sábado tá chegando, show da Céu no Pelô, pça Tereza Batista, às 21 horas. Quem perde?
Você vai me ver lá na frente do palco e logo depois no bar ao lado bebendo minha cerva no copo plástico e perguntando ao garçom:
-Mas vocês servem batatinha frita gordurosa ou sequinha?

Adivinha a resposta...



Enviado por Isis * 11:51 AM

[Terça-feira, Novembro 13, 2007]



Isoka Speed!




Eu pensei em dizer:
-Você não vai com a minha cara?
Mas lembrei que o motorista ao lado não me conhecia.
Estávamos emparedados, lado a lado, num engarrafamento.
Eu, na pista da contramão, tentando ser espertinha, um pouquinho só!
Ele, na pista certa, olhando pra frente e acelerando o carro para que eu, bicuda, não entrasse.
-Vamos lá! Uma única vez na vida! Deixa eu passar!, Beep Beep!, buzinei tentando buscar um tom cordial.
Não adiantou.
O motorista, arrogante, não olhava para os lados e ainda colocou a mão no queixo.
Ah é? Mão no queixo?
Qual a idade? Uns 20, 21???
Era por isso. Esse pessoal jovem não gosta de ser passado pra trás, prefere achar que tudo é questão pessoal, tudo tem de ser preto no branco, branco no preto.
Mas não era passar pra trás!, supliquei. Era a gentileza! Vamos lá! Olha a fila de carros na minha frente esperando pra eu sair? Apenas uma única vez, tente ser gentil!, olhei pra ele, olhinhos de piedade.
Deixa eu passar?
Um espaço sobrou a frente, acelerei, e ele também, quase a um fio de bater, ficou tudo igual.
Ah bom, agora eu tava irritada.
-Não vai me deixar passar filho da mãe?!, encarei o motorista.
Tá bom, você pediu por isso!, apertei o volante com as mãos, fiz aquele REIN REIN de quem tá na pista de corrida pronto pra ir a mil, meia embreagem tá me ouvindo? Isso que você penou pra aprender nas aulinhas de direção e que ainda nem sabe!, ri entre os dentes.

Se fosse na ladeira da cruz da redenção lá em Brotas, tu tava ferrado moleque! Acelerei mais.
Era a hora de mostrar do porque o meu apelido ser Isoka Speed. Eu tinha inventado na hora, mas ele não precisava saber.
Isoka Speeeeeed!, gritei em silêncio e acelerei na segunda brecha que deu, entrando com tudo a frente do menino.
-Tá vendo você?, olhei pro retrovisor e vi a cara amarrada. Buá, buá, não chore. Hehe.
O trânsito agora transcorria normalmente, calmo, calmo.
É..., suspirei. Enquanto não se tem gentileza no trânsito o jeito é ser na marra mesmo né?
Hummm.
Falou Isoka speed!


Enviado por Isis * 8:04 AM

[Quinta-feira, Novembro 08, 2007]

Querida Lygia

-Mãe. Olha só esse texto. Eu amei.
-Fala.
-"Quando entrei no pequeno restaurante da praia os dois já estavam sentados, o velho e o menino. Manhã de um azul flamante. Fiquei olhando o mar que não via há algum tempo e era o mesmo mar de antes, um mar que se repetia e era irrepetível".
-Filha! Que texto maravilhoso!
-Mas eu ainda nem terminei! rs
-Continue!
-"Misterioso e sem mistério nas ondas estourando naquelas espumas flutuantes(bom-dia, Castro Alves!) tão efêmeras e tão eternas, nascendo e morrendo ali na areia"...
-Filhinha! Você puxou a sua avó! Escreve bem mesmo!
-Mãe.
-Diz!
-É o texto da Lygia Fagundes Telles...
-Ah...

Termino de ler o texto todo...

-E aí mãe? Gostou?
-Eu gostei... Mas o velhinho era pedófilo?
-Você achou?
-Claro!
-Mas e se quisermos defender o velhinho?
-Defender como? Ele já está morto.
-Mas e se acusarmos o menino?
-Humm... Mas que o velhinho era um pedófilo ele era.
-Será?

Ps – De repente, passei a compreender melhor o curso de direito a partir deste texto.

Bom dia Lygia Fagundes Telles!



O menino e o velho
Lygia Fagundes Telles



Para ler acesse o site:
http://www.releituras.com/lftelles_menino.asp


Enviado por Isis * 11:03 AM

[Domingo, Novembro 04, 2007]



Eu sei cozinhar!!!
(parte II...)




Ligo pra mamãe e pergunto:
-Como se cozinha o Inhame?
Ouço o que ela fala, atentamente, e nem preciso anotar nada.
É muito fácil.
-E aí Ísis? Como é que se faz? – esta amiga pergunta já com a faca na mão.

-Dá licença?- tomo a faca para mim. – Você é a minha assistente. Contente-se com o seu posto sim?
-Tá.
-Ótimo. - pego um inhame e continuo: - Consegue ver esse inhame aqui? É preciso cortá-lo em rodelas para depois retirar a capa e passarmos o limão. Logo deixamos em água corrente e, em vinte minutos na panela com água, ele fica bom. Entendeu assistente?
-Entendi... Mas...
-O quê?
-Uma coisa eu não entendi...
-Que foi?
-Por que é que você tá com uma batata doce?
-Batata doce?
-Isso aí que você tá na mão...
-Que tem?
-É batata doce querida.
-Hum?

Enquanto a minha amiga retira o casco do inhame...

-ASSISTENTE!
-Não sou surda! – falo.
-Pegue um limão!
-Tá aqui o limão.
-Aaahh... Poxa...
-Que foi?
-Eu to morta de fome e você ainda vem com brincadeiras? Pegue logo um limão!
-Olha aqui o limão!
-Vai lá pegar um limão!
-Affff!!

Volto olhando pro meu limão.
Qual era o problema? Ele tava bichado? Era feio?
Encaro de novo a fruteira em busca de algum limão melhor... Mas... Uepa! Logo abaixo vejo outros só que um pouquinho menores...
Huuuuummmmmm?

-Tá aqui o limão...
-Ah bom! Vamos logo cozinhar esse inhame e chega de brincadeiras.
-Vamos...
...
Olha aqui, eu só tenho a dizer uma coisa...
Eu sei cozinhar!!!

-----------------------------------------------------------------x


Céu finalmente?

Parece que no dia 24 deste mês, finalmente, a cantora Céu marca presença no Pelourinho!
Será?
Depois do bolo que ela deu no show da Nação Zumbi, eu não garanto mais nada.
Eis que o jeito é aguardar!
Por enquanto, fica aqui a versão da música que mais gosto, "Véu da Noite", ao vivo, no Bem Brasil.
É muito boa e dá pra viajar em cada instrumento.
So check it out Charlie!





Enviado por Isis * 10:21 AM

[Quarta-feira, Outubro 31, 2007]



Tuf



Tuf tuf
Tuf tuf


Antes de ontem eu comecei a ouvir o tal do tuf tuf, tuf tuf bem lá dentro do ouvido.

Somente neste ano eu já fui a minha ginecologista, dermatologista, dentista, em dois neurologistas e dois oftalmologistas (é sempre bom ter opiniões diferentes), fiz uma ultra-sonografia uterina, mamografia, ultrasom do olho, mapeamento da retina, eletro-encefalograma, tomografia computadorizada e uma mini-cirurgia.
Um mero tuf tuf no ouvido não seria nada demais ora.
Mas logo veio a pergunta:
-Seria labirintite? Ou talvez um mini besouro que tivesse entrado enquanto eu dormia?

Outro dia, nos EUA, teve um caso desses em que descobriram três aranhas dentro do ouvido de um garoto que dizia ouvir um bizp bizp, bizp, bizp.
O problema é que aqui em casa estamos com uma epidemia de besouros, desses que se alojam no banheiro, e não tem nada a ver com higiene, mas com o efeito do verão.
Na hora do banho eu tenho de ir preparada para matar, como numa missão de Alias ou do Predador para os oitentistas, carregando um pedaço de papel e, por vezes, ate uma escada para casos de besouros alpinistas que escalam as paredes com suas patinhas grudentas e não importa o quanto se assopre, elas nunca saem do lugar. Já reparou?
-Que besouro o quê! É água que entrou no ouvido!, mamãe falou.
Não importa. Eu já estava convencida.
Pelas páginas amarelas procurei um médico de ouvido. Qual o nome mesmo?
Oritorri... Laringolo... Otorrinolarigologista?

-Alô. Clínica Dr. Newton Stuart.
-Oi, alô. Queria saber se o médico trata do ouvido.
-Nariz, garganta e ouvido.
-Então que eu queria marcar para próxima semana.
-Terça às 15 senhora?
-Tá ótimo.
-Agora tem preço adicional em caso de remoção.
-Remoção?
-Caso precise.
-Mas se precisar remover algo... Ele retira assim? Na hora?
-Retira.
-E dói?
-Só o médico para dizer senhora.
-Ah, tá bom... E vem cá... Ele retira qualquer coisa?
-Só o médico avaliando senhora.
-Sei, sei... Mas sabe dizer se ele já retirou algum besouro? Ou talvez uma formiguinha pequena?
-Só o médico para informar...
-Ah, tá. Semana que vem eu passo aí.

Bom. Já que o tuf tuf desapareceu, o jeito é desmarcar...
Mas eu continuo na expectativa!
Afinal, formigas, besouros e seres minúsculos também dormem não é mesmo?
Hum? Hipocondríaca eu?! Não! Imagina...


Enviado por Isis * 10:23 AM

[Quinta-feira, Outubro 25, 2007]



Apelo aos navegantes: I need a job!!!



E lá se foi o tempo em que eu me dava o luxo de escolher:
“Quero ser redatora, não quero ser produtora. Posso ser editora, mas nada de apresentadora”.
Atualmente? Eu aceito tudo, mas tudinho mesmo.
É que o tempo passa e não perdoa.
Daqui há pouco deixo de ser uma recém formada desempregada para uma jornalista desempregada.
Consegue ver o disparate?
Então que aceito ser redatora, editora, revisora, produtora, apresentadora, repórter de gente, de bicho e o que mais vier.
Se for relacionado a área de jornalismo eu aceito e aceito.
Concursos públicos? Empregos temporários? Freelas?
Eu aceito! Basta ser remunerado, of course!
Mas e se for algo voluntário com a possibilidade de ser empregada a depender do desempenho?
Ah meu querido... Aí você já quer demais...
Mas quer saber? EU ACEITO!
Ufa! Sentiu o drama?
Portanto folks. Se alguém souber de algo, aqui vai o apelo:
Preciso de um emprego e é urgente!


Enviado por Isis * 1:35 PM

[Segunda-feira, Outubro 22, 2007]



Carta a querida Céu




Querida Céu.
Eu estou realmente chateada com você.

Eu até entendo que seja difícil fazer shows por aqui em Salvador e bem sei que grandes empresas torcem o nariz quando o assunto é investir grana em algo que elas não conhecem, principalmente se for numa grande produção.
Então que você já deve ter uma vaga idéia de como eu fiquei quando eu soube, através dos principais veículos de comunicação da cidade, que teríamos a sua participação especial no show da Nação Zumbi em nossa Concha Acústica neste último domingo.
Finalmente eu poderia ver uma apresentação sua!
Para uma fã que sou, tudo estava maravilhoso, exceto pelo destino...
Este não estava sendo muito bom comigo...
É que eu ainda estava com os pontos de uma cirurgia e não poderia me locomover ou ficar muito tempo em pé assistindo ao show.
Dá pra imaginar como eu fiquei?
Triste foi pouco em relação ao que senti neste domingo.
Blasfemei contra tudo e todos e pus-me em frente ao computador para ouvir algumas musiquinhas suas, meu único consolo.
Mas qual não foi a minha surpresa cara Céu!
A senhorita não apareceu no show como me disseram.
Dei até uma de chata ao dizer:
-Será que você não reconheceu a Céu?
-Ela não foi! – garantiram.

Pois bem caríssima Céu.
O que era tristeza transformou-se em raiva, rancor.
Como não apareceu? Por que não?
Ainda falaram que eu deveria ficar feliz por não ter perdido o seu show e talvez você também pense assim, mas definitivamente não é dessa forma que eu me sinto, e é fácil entender o porquê.
Imagine só se ainda assim eu tivesse ido ao show contra todos que me disseram que eu deveria ficar em casa para me recuperar. Se ainda assim eu pegasse um táxi e tivesse ficado numa fila esperando para entrar. Se ainda assim eu tivesse ouvido a Nação Zumbi que, cá pra nos, eu não gosto, só curtia quando ainda era com o Chico Science. Se ainda assim queridíssima Céu, eu tivesse enfrentado um monte de garotos pulando atrás de mim, levado empurrão e pisão no pé. Se ainda assim eu tivesse ido e você não aparecesse...
Oh Céu dos céus.
Eu teria rodado a baiana e você teria conhecido um pouco daqui, da nossa cultura, da pior maneira possível.
Portanto Céu, enquanto você estiver por aí no eixo Sampa - New York, vai continuar dando a entender que outras cidades não valem a pena, o que ao meu ver, futuramente, pode vir a ser justamente o inverso: as cidades é que vão pensar assim...




Enviado por Isis * 2:17 PM

[Quarta-feira, Outubro 17, 2007]

Xô Urucubaca!



Cinco pontos após uma retirada de um pequeno cisto na coxa, pertinho da virilha.

Uma consulta médica em que pensei que seria apenas uma pomada e a doutora me diz:
-É um cisto! Vamos fazer uma cirurgia.
-O quê?
-Cirurgia.
-Aaah! Cê tá brincando né? – falei gargalhando enquanto ela me olhava estranho.

Há quatro semanas eu estava com um terçol que deixou o meu olho do tamanho de um laranja de tão inchado. Depois veio a gripe forte que durou um tempão. Daí veio a garganta inflamada com uma febre de quase 40º, mais injeção.
E agora?
Uma cirurgia!
Xô Urucubaca!!!!! – ri, enquanto ia para a salinha de cirurgia.
Sim, porque era inacreditável tanta coisa acontecer em tão curto espaço de tempo!
O que seria? Mau-olhado? Energias negativas? Maus fluidos?
Pois saí da clínica mancando e cheia de esparadrapo, decidida a comprar sal grosso, velas coloridas, pedras purificantes, folhas e tudo o mais que pudesse auxiliar a tirar toda essa energia ruim que deveria estar acumulada em meu corpo.
Deveria não! Deve estar!
Muito bem. Sexta-feira tá chegando né?
Acredito que uma cerveja também auxilie.

Ps – Aceito dicas contra mau-olhado. Pode ser dessas que a gente coloca uma folhinha atrás da orelha ou dorme com um pouco de alfazema no travesseiro. Só não quero nada de macumba ou similares, tá me ouvindo? Se for receita de bolo ruim pra comer, esquece. Meu negócio é massa, pizza, queijo hummm.... Um crepezinho que purifique também é bom.
Que fooooomeee rs.
And thats it folksssssssssssssss





Enviado por Isis * 11:15 PM

[Sábado, Outubro 13, 2007]

Amy Winehouse


Volta e meia as revistas sensacionalistas noticiam sobre a cantora inglesa Amy Winehouse.
Vários clicks de paparazzos já registraram o seu vício em drogas, as brigas homéricas com o marido e o seu temperamento explosivo, sendo que tudo isto acaba atraindo atenção para ela e promovendo, mesmo que não intencionalmente, o seu último álbum, Back to Black.
Eu diria que isto é bom, já que para cantores como George Michael, Mick Jagger e até a nossa querida Céu por aqui, Amy Winehouse é de longe uma das melhores cantoras que já se viu nos últimos tempos e eu, influenciada por tantos comentários a favor da sua música, não resisti e baixei o album pela Internet.
Resultado: Fiquei viciada!!!
Em pouco tempo já havia feito o piratão para tocar no som do carro.
Com o single Rehab que já entrou nas paradas de sucesso com a letra “Eles tentaram me mandar para a reabilitação, mas eu disse ‘ não, não, não’”, Amy impõe a sua voz poderosa lembrando cantoras como Aretha Franklin e Billie Holiday(desculpe mas a voz de alguém sempre vai lembrar a voz de outrem) ao som de muito Rhythm and Blues.
Portanto folks, eu tenho certeza de que vocês vão gostar.
Aqui vai o link para baixar o álbum e logo depois o clip do Rehab.
Check it out!

http://rapidshare.com/files/55782334/Amy_Winehouse_-_Back_To_Black.rar






Enviado por Isis * 10:53 AM

[Terça-feira, Outubro 02, 2007]


Mas se eu tivesse bebido em um copo de plástico...



Dor, muita dor.

De manhã cedo fui até a farmácia Drive thru e parei o carro bem de junto da janela do atendente.
Esperei o atendente, que era novato na farmácia, falar:
-Pois não senhora.
Com a mão no pescoço e sentindo muita dor, eu disse com dificuldade:
-Eu queria... Uma pastilha... Notuss... Sabor... Menta...
-O que senhora? Não entendi.
-Passstiiiiiilha... – sussurrei.
-O que senhora?
-Passstiiiiilha...
-A senhora quer uma... Esfiha?

Hã?
...
Olhei bem séria para ele.
Muito bem, o que estava acontecendo?
Era piada? Estava me fazendo de palhaça?
Só podia ser gozação né?
É claro que se a minha garganta estivesse boa, eu teria o humor de dizer que gostaria também de montes de catchup com batata frita, afinal, numa farmácia só poderia se servir isso mesmo.
Mas a dor era muito maior... A dor que tocava no fundo da garganta e chegava até o ouvido, tinindo... A dor que me deixava assim mesmo, hipermegasuper mal humorada.

Sem paciência peguei o rolo de papel higiênico que estava no banco ao lado e escrevi:

“Pastilha Notuss sabor menta”.

-Aahh. Pastilha Notuss. É pra já. – saiu apressado.
Comprei a pastilha e voltei pra casa mole, com o corpo todo dolorido.
Era a febre.
A febre que me deixava lerda, sem ânimo para nada.
-Copinhos de plástico... – balbuciei.
Quando já estava quase em 39 graus decidi ir ao hospital com mamãe.
Lá encontramos o meu tio Mário que disse:
-Não é nada demais! Mas você pode tomar uma injeção de antiinflamatório.
-INJEÇÃO? – gritei.
-Ah, sua voz ta até melhor...
-Injeção?
-Toma uma injeção que melhora rápido.

Opa.
Sai do hospital pensando a respeito...
E fui pra casa, só que pela tarde a febre aumentou ainda mais. A cada segundo eu era sacudida violentamente pelo frio que sentia e cheguei a pensar que nem o filme “O Exorcista”, conseguia uma performance tão realista quanto a minha ali, no sofá de casa, tremendo e me contorcendo, com o ranger de dentes mais a dor aguda em minha garganta.
-Preciso mesmo tomar uma injeção mãe... – falei me tremendo.
-Agora? Mas o moço do computador ta vindo aqui pra consertar. Não dá pra esperar?
-Dá... – falei voltando para o sofá.
Tremia tanto que achei melhor lavar o rosto no banheiro, e foi aí que tive uma crise de choro, dessas que eu não tinha há muitos anos por conta de uma dor intensa. Mas só conseguia chorar mais e mais.
O moço do computador chegara e eu ainda estava no banheiro, quase de joelhos, me segurando na pia. Uma cena que me remetia ao livro “Eu Cristiane F. Drogada e Prostituída”.
Saí do banheiro com a cara vermelha e disse me apoiando na mesa da sala:
-Eu preciso de uma injeção...De verdade... Senão eu vou morrer...

Silêncio...

Não sabia se era a minha mãe ou o moço do computador que estava mais assustado.
A minha cara realmente devia estar terrível e foi então que voltamos, finalmente, para o hospital.
Uma vez que cheguei lá tomei rapidinho a injeção, que nada doeu e que em uma hora já me deixou muito melhor. Exatamente como estou agora, suando que nem cuscuz, mas feliz, porque a febre passou.
Eis que é isso folks.
Depois dessa eu estou ainda mais engajada a favor dos copinhos de plástico!
Juntem-se a mim!


Enviado por Isis * 8:18 PM

[Segunda-feira, Outubro 01, 2007]

La bebedeira que nos entorna




Sair com amigas para beber é assim.
Você senta num bar e logo reclama.
Reclama do som alto, reclama da cadeira bamba, reclama da demora do garçom.
Reclama.
Reclama da cerveja quente, reclama do visual do bar, da falta do copo plástico.
Reclama.
Daí você bebe mais e não mais reclama.
Inevitavelmente chega a hora de falar mal de algum programa televisivo.
Você fala mal, fala mal, dá risada e no fim diz:
-Mas quer saber? O programa é até legal.
Aliás você não diz isso. Quem diz isso sou eu.
Você fala mal, mas eu que digo:
-Só que apesar de tudo o programa até que é legal!
-AAAAHHH! – o povo grita.
E só falta rumarem copos, talheres e guardanapos para cima de mim.
-Falta de personalidade! – gritam.
-Nem é! – eu respondo.
E começo a falar das coisas boas que já vi no programa, daquele dia tal que passou episódio tal, que aconteceu tal e tal e que depois de tudo eu e mais gente rimos e tal.
Mas ninguém quer saber. E voltamos pro copo de cerva.

Sair com amigas é assim.
De repente, já estamos falando de trabalho, da falta de emprego, de gente que acha que é só correr atrás, de gente que acha que não é bem assim.
-E você corre? - me perguntam
-Não... – digo desanimada.
Mas começo a divagar que é só questão de tempo, que uma maneira de correr atrás já é estar ali na mesa, bebendo, porque afinal de contas essa coisa de correr atrás nada mais era do que pura comunicação. E para se comunicar é preciso desenvoltura em relação ao outro, porque...

-Tá bêbada ! – gritam.

Enquanto eu nego veementemente, quase chateada.
Mas é só dar um passinho a frente para trocar as pernas, bater na cadeira da frente, pedir desculpas e dar um risinho.
Que todos do bar são tão assim... Tão zens...
Mesmo os desconhecidos, todos tão bem...
Exceto o casal ao lado com cara amarrada.
-Vão pra cama! – dá vontade de dizer...
Porque tudo fica tão simples quando se ri.
Tão mais fácil...

Na mesa de bar fica uma ode a cerveja.
O brinde, silencioso, pede que tudo vá além do álcool e continue dessa forma, sem pensar que é apenas por la bebedeira que nos entorna e sim pela simples razão de vivir bien.
Seria pedir muito? Faço outro brinde em torno de vários vivas.

"Viva la Argentina! Viva Brasil! Viva Che! Viva las faltas nas aulas de espanhol do colégio! Arriba!!!"

E tudo vai bem até na manhã seguinte com a primeira pontada de dor na garganta.
"Ai..."
Que arrependimento por não ter bebido em copos plásticos.
Se eu digo que tudo é questão de higiene me chamam de exagerada.
Pois bem.
Da próxima vez eu levo os meus copos plásticos de casa e opa, quem ficar com vergonha já ta logo avisado. Vou levar mesmo!

Eis que é isso folks!!
Viva la segunda-feira.





Enviado por Isis * 11:10 AM

[Terça-feira, Setembro 25, 2007]

Quem canta seus males espanta!



Quando criança pensava que seria cantora.
Talvez porque na infância mamãe costumava dizer “que voz linda”enquanto eu berrava a plenos pulmões as músicas do RPM, Roupa Nova e Kid Abelha.
Só quando cresci que percebi que não tinha voz alguma e que mamãe era mãe coruja.
Ainda assim acho que nunca tomei um “simancol”...
Com a voz desafinada e baixa eu já passei por poucas e boas em karaokês.
O problema do karaokê era aquela notinha que eles davam no final. A minha expectativa de ganhar pelo menos um 70 ou 80 nunca aconteceu.
A muito custo eu sempre tirei metade...
Uma vez até ganhei um zero, sendo que o público fez silêncio enquanto eu ensaiei uma revolta dizendo:
-Esse brinquedo ta quebrado po!!!
Insisti ao colocar uma moedinha de novo para cantar e novamente ter um... ZERO!
Blasfemei contra o karaokê dizendo que a máquina tava errada, mas não esperei outra pessoa cantar pra tirar a dúvida.
-Nunca mais canto em karaokê!, garanti.
Só que tudo mudou quando vieram os karaokês de computador.
Depois deles eu superei o trauma e hoje canto e canto mesmo.
Um final de semana sem nada pra fazer e gripada ainda por cima?
Há!
Portanto folks, inspirada na nova canção de uma cantora estreante no pop, a americana Rihanna, eu decidi cantar a musiquinha do momento chamada Under my umbrella. É música teen, mas a voz da cantora é fantástica e a batida do pop tá boa exceto pelo início que poderia dispensar o rap... Mas tudo bem!
Aqui vai o clip dela e, no final, a versão da Isokita, afinal, quem canta seus males espanta!!!



Versão da Isoka:
(Este link não mais existe!!! Gente!!! Tá muito ruim a versão que eu fiz! Ng merece ouvir isso não!! Vou cantar algo condizente com a minha voz da próxima vez rs)

And thats it folksssssssss!!!


Enviado por Isis * 10:19 AM

[Sábado, Setembro 22, 2007]

Olá Folks!

Para vocês que querem matar a saudade do meu antigo blog ou mesmo para quem nunca soube da existência dele, aqui vai o link:

www.blueway.blogger.com.br

São dicas de filmes e algumas historinhas divertidas.
Dêem uma conferida!
Bom findi a todossssss


Enviado por Isis * 10:13 AM

[Domingo, Setembro 16, 2007]

Gás Forte



E da portaria do meu prédio...

-Alô! Seu Eugênio?
-Oi?
-Tô sentindo cheiro de gás forte.
-Gás forte dona Isis?
-Isso! Tá no corredor todo.
-Gás forte?
-Tá forte seu Eugênio! Vai lá ver!
-Eu já vou dona Ísis.

(30 min depois...)

-Alô seu Eugênio?
-Senhora?
-Eu tô esperando o senhor vir! Não dá pra vir logo não?
-Eu já vou sim senhora. Espere que eu já vou.

(Mais 30 min depois...)


-Seu Eugênio!
-Senhora?
-Cadê o senhor?????
-Eu já vou sim senhora!
-O senhor disse isso tem uma hora!
-Eu já me vou.
-Seu Eugênio. É um perigo ter gás escapando!
-É sim senhora!
-E se o senhor demorar mais um pouco eu vou chamar a brigada de incêndio pra vir!!!
-Não precisa não senhora!
-Precisa sim! Lembra do que aconteceu no shopping de Osasco? Lembra? Pois tudo explodiu! E era gás que escapava e ninguém ligava! E esse prédio também pode explodir seu Eugênio!!
-Vixe Maria! Pode não dona Isis.
-Pode sim seu Eugênio!
-Pode não.
-Pode sim! E não vai ter ninguém pra contar a história, nem o senhor!
-Viiiixe! Já to indo!


Em três minutos e vinte e cinco segundos, o seu Eugênio apareceu:

(...Snif snif. Snif Snif...)

-Tá sentindo o cheiro seu Eugênio?
-Eu tô...
-Cheiro forte?
-Eu tô... Tá forte.
-Eu não falei pro senhor?
-Mas esse cheiro...
-Que tem?
-Dona Ísis, a senhora não cozinha não né?
-Cozinho. Por quê?
-Feijão?
-Não... Às vezes! Por quê?
-É que isso é feijão dona Ísis!
-Feijão?
-É feijão!
-Tem certeza?
-Tenho sim senhora! Quer bater na porta da vizinha?
-Não! Não precisa não!
-Posso pedir um cadinho de feijão pra senhora.
-Hehe.. Não seu Eugênio...
-Feijão e gás é muito diferente dona Ísis.
-Eu sei...
-E feijão não tem como explodir prédio né?
-Não senhor...
-Só se for uma feijoada daquelas!!!
-Hehe.. É...
-Com direito a osso, chouriço e pelanca de boi!!!! Hahahah
-Hehe.. É...
-E a senhora ia chamar a brigada de incêndio, mas o pessoal ia comer era feijão!!!!
-Hehe... É né...

:/ Só quero dizer uma coisa...
Eu sei cozinhar!!!!!


Enviado por Isis * 10:11 AM

[Quarta-feira, Setembro 12, 2007]

O Gozo da Fofoca



Adoro boatos e, principalmente, ser personagem deles.
O boato vem como um “buxixo”, o burburinho.
Quase sempre começa com um:
-Você soube?
Meu Deus! Como eu adoro que me perguntem isso, pouco importa se me diz respeito ou não.
-Conta logo!, eu falo, extasiada por aquele personagem que eu procuro, que eu gosto ou não gosto, quem quer que seja, eu quero estar a par.
Outro dia eu disse uma mentira, dessas cabeludas, só para ver o que aconteceria.
Passei por mentirosa, mas secretamente mentirosa.
Em uma semana recebi telefonemas:
-É verdade? – me perguntavam.
Que delícia... “Sim! É!”, disse eu contendo o riso.
E em meio a múltiplas perguntas lá ia eu imaginando respostas em cima da hora, aumentando um pouco a história, ou senão muito, repetindo frases batidas, para por fim dizer:
-Quando acontecer mais coisa eu te conto.
-Tá bom! Tá bom! – respondiam.
Ai... Como é bom fazer o outro feliz. Essa fofoca, essa alegria da fofoca...
É tão excitante que talvez na cama um dia eu treine um:
-Você soube?
Ou peça para me perguntarem:
-Você soube?
Talvez eu nem consiga ouvir a resposta ou nem consiga responder...
Talvez eu apenas grite:
-CONTA LOGO!






Enviado por Isis * 7:52 AM

[Sábado, Setembro 08, 2007]

Dj Nubs



Uma fila grande com pessoas esperando do lado de fora para entrar.

Assim era a frente da nova sensação da noite do Rio Vermelho, o bar/boate/restaurante Boomerangue, na última quinta-feira.
Muita gente estava ali porque queria dançar ao som dos Djs e bandas conhecidas.
Já eu queria apenas prestigiar a minha amiga Nubs que, além de ser uma das realizadoras do evento, iria tocar como Dj.
Queria muito ouvir o seu set de músicas incluindo Madonna, Sade, Bjork, ao que ela afirmou que faria algo bem sensual já que o nome da festa era “Quanto mais quente melhor”.
Uma das novidades do evento seria um telão que ficaria bem atrás do Dj, para que todos pudessem não só ouvir o som como também assistir a cenas de filmes editados e escolhidos por ela.

”Amiga! Prepare-se que você vai ficar chocada com os filmes!” disse ela.

Mas a verdade folks...
Bem, vamos para a verdade.rs
A verdade é que foi muito mais chocante do que eu esperava!

Cine Privê

Difícil foi dançar e assistir aos filmes ao mesmo tempo.
Assim que cheguei fiquei parada, boquiaberta, assistindo a cenas de sexo explícito com mais um monte de gente se acabando na pista de dança.
-É cine privê? – gritei para Nubs que dançava no palco.
-Nãaao! São imagens de filmes como Lolita, Sete Canções e outros cults...
-Eu tô boba!
-Já eu tô adorando ver daqui de cima o povo que tá assistindo. Todos estão chocados com as cenas! - ela riu.

Por fim acabei dançando um pouco, toda sem jeito, bastante enferrujada já que que fazia muito tempo que eu não ia em uma boate. Seis anos talvez?
Pois é folks.

Agora eu era uma senhora chata reclamando do cigarro e da sua fumaça que impregnava os meus olhos, nariz, cabelo... Queria apenas um localzinho em meio a multidão para sentar, descansar...
Foi então que eu acabei por "divagar na maionese".
Percebi que estava meio sedada durante esses anos com o silêncio do conforto e que agora, principalmente naquele instante, eu precisava era me inteirar novamente com o barulho, o frenesi das pessoas, o total desconforto que somente eu parecia sentir...
Entendi que precisava mesmo era aprender a balancear melhor uma coisa na outra. Certas coisas valiam a pena ceder...
Era preciso aceitar o novo, pensei, enquanto olhava a minha amiga Nubs que estava em êxtase curtindo o som que fazia.
Não apenas ela, todos nós estávamos.



Enviado por Isis * 6:41 PM

[Quarta-feira, Setembro 05, 2007]

Nú Buzú



Primeiro imagine que esta peça, Nu Buzú, retrata pessoas que utilizam no dia-a-dia o ônibus como meio de transporte, mostrando os personagens em situações adversas que acontecem dentro do ônibus e que nós, de alguma forma, podemos reconhecer, afinal todo mundo já pegou um “buzú” aqui, não é mesmo?
Muito bem.

Agora imagine que a peça é escrita, dirigida e interpretada por Tânia Toko que, apesar de você não ter nenhuma referência dela senão no filme Ó Pai Ó, como Neuzão, você acredita que vai valer a pena assistir, pois do filme você gostou e o personagem, Neuzão, é de fato engraçado.
Prontinho.
Daí só faltam as perguntinhas:

Onde é a peça? Espaço Xisto, lá nos Barris.
Que horas começa? Às 20h, em ponto.
E tá quanto mesmo? 20 contos inteira, 10 meia.
Uepa! Caro não tá, mas barato também não.
E aí? Vamos assistir?
Ca la ro!

E então que você vai no espaço Xisto, e fica admirado de ver como está bem organizado, bem frequentado, com o povo a vontade, bom humor, sem brigas apesar das cadeiras não serem cativas.
Tudo bem pacífico.
Ótimo. Eis que a peça começa com três personagens muito interessantes:
uma drag queen, uma quarentona conservadora e uma jovem evangélica.
Ótima idéia, ótima escolha de personagens, só que, para surpresa geral, a peça descamba para o mau gosto. O diálogo que era é pra ser cômico não funciona, as piadas são sem graça, quando muito constrangedoras, e a criatividade é zero.
Quer uma prévia?
Uma situação/piada fala de um senhor que carrega um saco ligado ao intestino grosso e que ao entrar no ônibus ameaça estourar o saco caso ninguém dê dinheiro a ele.
Vamos lá. Você não duvida que isso realmente tenha acontecido dentro de um ônibus, mas fazer disso uma piada?
Você acharia graça?
Pois bem, para mim não funcionou.
Saí da peça constrangida, chateada, perturbada...
Terrível!

Beco de Rosália

Mas o Beco de Rosália estava bem em frente ao teatro, e eu já tinha ouvido falar muito bem desse bar que é novo, cheio de pinturas, retratos e papéis nas paredes. Acho até que vi uma foto do Elvis lá. Parei então para ver o ambiente, olhei por fora, olhei por dentro, gostei. Pena que não deu pra ficar, mas da próxima vez vou com mais calma, fico direto e digo se vale a pena.
E é isso?
Sim, é isso!

So thats it folksssssssssssssssssss


Enviado por Isis * 11:08 AM

[Sexta-feira, Agosto 17, 2007]

Dá cá um abraço



É bom ser querida né?

Eu simplesmente adoro.
Adoro quando os amigos chegam até mim e falam que gostam.
Dá essa coisa de fazer sentido na vida de alguém.
Eu fico feliz de saber que faço sentido.
Porque a verdade mesmo, é que só podemos ser algo através do outro.
Ser bom, ser legal, ser amigo, enfim, tudo isso sozinho, pra si mesmo, não tem o porquê.
Mas eu sempre gostei de ser querida assim, em demasia.
E isso vem desde quando eu era bem pequena

Desde criança que eu já adorava chamar a atenção das pessoas pra gostarem de mim, claro.
Nem sempre dava resultado.
As vezes sim. As vezes não.
Certa vez a professora falou que eu beijava no rosto parecendo que ia furar a bochecha dela.
Bom. Comecei a dar beijinhos mais leves.
Pra mamãe eu fazia diferente, queria carinho e pensava que ficar doente era a melhor forma. Tomar uma queda doía muito, melhor era gripar. Mais fácil.

Eis que enfiar a cabeça no refrigerador e ficar lá por um tempo era uma boa pedida, até que ela descobriu e me proibiu de abrir a geladeira por um bom tempo.
Pra comer qualquer coisa eu precisava pedir:
-Posso comer um docinho?
-Vai enfiar a cabeça no refrigerador?
-Juro que não! É só fome! Por favor!

Na adolescência também não foi nada fácil.
Namoro então... Vixe! Quer que eu relate?
Não, não, você não quer rs.
Eis que é isso folks!
Hoje é sexta-feira né?
Estou pensando seriamente em abrir este blog para comentários.
Comentários de amigos, de anônimos, de gente que não gosta de mim(VIXE! E tem ??rs), de gente como eu, você, Joaquim, Dorotéia. E por aí vai.


Enviado por Isis * 9:00 AM

[Sexta-feira, Agosto 10, 2007]

Quebraê! Olha o asa aê!



Madrugada de ontem. Uma ou duas da manhã.

Eu estava deitada na cama, apagada de sono, cansada, sonhando com alguma coisa relacionada a flores silvestres até que acordei, desnorteada:

-HÁ HÁ HÁ! Eu estou no asa Luciano. Eu estou no show do ASA! O que você quer?

Tentei achar os meus óculos no meio da cama. O que estava acontecendo? – pensei.
Que voz era essa? Algum espírito dentro do meu quarto?
Sem coragem pra levantar, permaneci estática, apenas escutando:

-LUCIANO! Deixa de ser escroto! Você também foi pra uma festa não foi? E eu vim pro ASA! Eu to no SHOW DO ASA! HÁ HÁ HÁ!

Opa! Espírito que gosta de axé?
Nunca ouvira falar.
Rapidamente levantei da cama e entendi o que ocorria.
Uma vizinha, furiosa, berrava da janela palavrões para alguém pelo telefone, aliás, alguém não, era o Luciano.
Algum namoradinho do qual a vizinha queria fazer ciúmes.

-LU CI A NO! Vai tomar no cu! Estou na parte esquerda do palco do Asa! HÁ HÁ HÁ! Não. Não vou sair agora, só saio daqui pra ir pra uma festa! Há! Há! Há! Que festa? Não falo! Eu não vou falar Luciano! EU NÃO VOU FALAR! Curta aí com suas negas! Curta aí! Eu to curtindo aqui nesse show maravilhoso! E o Durval é lindo! É lindo!

-O Durval é lindo?– pensei. Ahhh não! Aí já era apelação.

Eu estava disposta a dar um safanão nela, gritar bem alto “Você não respeita o horário e o sono dos outros não?”

-Eu to com minhas amigas aqui Luciano!! Eu to curtindo muito com elas!!! É o que? Você vem aqui me buscar? Não venha! Fique aí na sua festa! Eu to curtindo muito aqui Luciano!!

Aaah! Que vontade de dar um soco bem no focinho.
Empenhei os braços como numa luta de boxe e abri a janela colocando a cabeça pra fora.
Mas desarmei totalmente. O que vi foi uma menina de pijamas balançando os braços com a cabeça para cima, dando pulos e gritando:

-Huuuu Vamos amigas!!!!!!! Vamos curtir todas!!!! Huuuuu!!!

Não consegui dizer uma palavra. Tive de rir.
Então que ela queria veracidade não é mesmo?
Tudo bem. Eu ia ajudar.
Topei a brincadeira.
Coloquei a cabeça toda pra fora da janela de novo e gritei:

-Huuuu Vamos lá amiga!! “Quebraê! Quebraê! Quebraê! Olha o Asa aê! Olha o Asa aê!!”

A menina fez cara de espanto quase deixando o telefone cair para logo depois me olhar bem séria e sair com tudo, fechando bem forte a janela. POW!

Silêncio.

Uééé? Ela não queria uma forcinha?
Voltei pra cama, finalmente. Mas algo me incomodava.
Algo que eu não conseguia entender... Era algo estranho que.. Opa!
Sentei na cama:

-Desde quando eu sei cantar axé músic???

Voltei a deitar lentamente levando o lençol até a cabeça...
Com os olhos arregalados no escuro eu fitei o nada, assustada, e percebi que não havia espírito que me supreendesse tanto comparado a isso... Ora, ora! Então eu sabia cantar axé music hum? Quem diria!!!


Enviado por Isis * 11:05 AM

[Terça-feira, Agosto 07, 2007]

Fiesta!!!!!!!!!!!!!


A festa do meu aniversário era pra ser no Sabor de Casa, mas quando as nuvens escuras tomaram conta do céu, decidi transferir o local para o bar Postudo, no mesmo bairro, e avisei depressa a todos por celular a súbita mudança de planos.
Pronto.
Agora era só aguardar...
Hummm... Aguardar...
Hummm...
Aguardar?
Comecei a ficar apreensiva:

-Será que alguém vem me dar um abraço????? – pensava eu, enquanto esperava as pessoas chegarem.

Afffff
Que dúvida cruel!
E se ninguém fosse?
E se ficasse na mesa só eu e o garçom?
E se eu ficasse esperando a noite toda e ninguém chegasse?
Que faria eu? Quantas dúvidas!!!

Já estava esperando pedir montes de batatas-fritas e baldes de sal para me consolar, mas eis que os amigos começaram a aparecer e foi absolutamente maravilhoso folks.
Não dá pra dizer aqui o quão feliz eu fiquei!
Vamos as fotos e a historinha, é claro.
Ou você pensou que a partir das fotos eu não teria uma história para contar?


La Bebemoração



Os primeiros amigos chegam:
De um lado a Cris, Kátia, eu e Caudinha, do outro Alan, Pablinho, Salvatore e Mitchel.
Mas o que era isso gente? Clube da Lulu e do Bolinha?



Abraços da Ivi, Juliana e Caudinha!


Eu entre Alan e Pablinho que fazia carão.


Abraço apertado na amiga Núbia que combinou os seus lindos cabelos vermelhos com a minha roupa! Adorei!!


Mais amigos chegam!
Thiago, Nandinha, eu, Bruninha, Lucas e Ambígua que não quer aparecer na foto.



Os queridos primos Cris e Cláudio finalmente chegam! Demoraram heim!!!


Em algumas horas Caudinha não consegue mais tatear a cerveja...


A mesa aumenta e os amigos descontraem


A cau já está mais que tontinha, mas a Ju segura firme e forte...


Bem... Depois a Ju não está mais tão firme e forte assim..


O abraço se torna uma fonte de apoio mais do que qualquer outra coisa.


Ta bêba? diga aí Izoka!!!!!


Nandinha coça a cabeça e diz pro Thiago : “esse povo todo bebendo não vai dar certo...”



“Relaxa Nandinha que daqui há pouco ce vai beber o capeta!”



Enquanto isso Lucas e Mary Ann estão a par, no mágico mundo de Oz.



Abraço Bruninha e Augusto que finalmente resolve aparecer.


“Que cês tem contra guaraná? Qual problema?” – pergunta Ambígua para Bruninha e Lucas.



“Só tem louco nessa mesa putz” – afirma Gugu


Converso com Gugu explicando que o povo ta alto, enquanto Nandinha acima diz pra Nubs:
“Amiga, o povo aqui tá chumbado mesmo”


E a cerveja acaba.



And thats it folkssssssssssss
Abraços na Deinha e na Daniela Tourinho que foram lá so pra me dar um beijo!
Adorei amigas!
:*********











Enviado por Isis * 12:23 PM

[Quinta-feira, Agosto 02, 2007]


Convite!!!

Convite! Convite!
Convido vocês aqui, meus amigos, os leitores deste bloguito, para comemorar comigo amanhã, sexta-feira, no bar "Casa do Sabor" que eu insisto em chamar de "Caminho de Casa" sabe-se lá o porquê, o meu aniversário!!!
Não! Não me venha falar de vinte e sete anos, eu ainda tenho quartoze.
Para maiores referências o bar fica em frente a Cia da Pizza! Quer melhor?
Então que espero por lá todos que puderem me dar um abraço!!
Quem eu conheço, quem eu não conheço, Zé da padaria e Maria do fogão.
Mas CUIDADO!
Cenas nunca vistas poderão vir a tona e você nunca mais será o mesmo.
Será?
A tequila que o diga!!!!!!!!!!!


Lets go muchachitoossssssssssssssssss!!!
Preciso urgentemente de histórias para contar neste bloggggg!!!rsrs
Como disse meu amigo Gustavo Romero, precisamos de mais fotos por aqui...(Paparazzo q se cuideeee!!)




Enviado por Isis * 11:27 AM

[Domingo, Julho 29, 2007]

Tico e Teco/ Pensando positivo



Adoro contar histórias com mamãe.
É que, além de nos darmos bem, a gente cai na risada fácil.
E olha que isso ocorre quase que diariamente.
O nosso relacionamento é mais ou menos como aquele desenho animado dos esquilos atrapalhados Tico e Teco.
Você se lembra deles?
Desde que eu era criança mamãe já falava:
-Eu sou Teco e você é Tico!

Até hoje não consegui achar melhor definição para as duas!

Mas vamos ao “causo”:

Eu e mamãe vimos o filme O Segredo.
Não sei se você já ouviu falar deste filme, mas é um documentário sobre pensarmos positivo, o incrível poder da mente e coisa e tal. Bom. Preciso dizer que mamãe assistiu e ficou super inspirada?
Só que ela levou tão, mas tão a sério que agora encara como estilo de vida!
Quer ver?

Outro dia a comida quase queimou.
Ao abrirmos a panela e vermos a fumaça escura subir até o teto, eu dei tudo por perdido, mas mamãe repetia em voz alta:

-A comida está boa! A comida não queimou! A comida está boa!

-Mãe...- falei desanimada.- Olha o cheiro de queimado...
-Filha! Tem de pensar positivo! - ela me repreendeu.
-Mas olha só o cheiro de queimado...
-É impressão sua! Pense positivo!
-Tá... Vamos então experimentar?

Milagre!!!
Embora o cheiro estivesse insuportável, a comida estava boa!
Seria a minha mente?
Hummm...
Já na hora do lanche eu disse:

-O açúcar pra tomar chá acabou...
-Filha! - mamãe gritou - Não pense que acabou! Pense positivo!
-Ah não! Pára com isso, falei perdendo a paciência. O açúcar acabou, não tem mais!
-Mas filha, lembre do positivo. Açúcar aqui tem de sobra!
-Mãe... - repirei fundo:
-Falando sério agora. Olha aqui o açúcar acabando. Vê? Não tem positivo certo.
-E você já olhou na dispensa?
Fui até a dispensa sem paciência e trouxe mais açúcar.
-Muito engraçadinha! - disse enquanto tomei o chá.
-Filhinha. Tudo na vida tem de ser positivo. Senão a gente atrai coisas ruins, sabia?
-Sei...

Após um tempo fui lavar os pratos e:

POFT!

-Aaaaaiiiiiiiiiii!! Que coisa booooaaaaa!!! – berrei segurando o pé.
-O que foi? – mamãe veio correndo.
-Levei uma topada que quase arranca meu dedinhooooo. Aaaii que deliiiicia!!!!
-Delicia? Mas não ta doendo?
-Ueh! Mas não é pra pensar positivo? Então? QUE COISA BOAAA!!! – gritei lacrimejando e rindo, enquanto mamãe procurava depressa uma almofada para atirar em mim.

Por último vou só deixar um recadinho:
Mãããããnhêêêêêêêêê! Saudade!!!!:*:P


Enviado por Isis * 8:37 PM

[Terça-feira, Julho 24, 2007]

Papo de Bar



2º Copo

-Perdi o jeito da bebida... Não sei mais beber! – grito para este amigo segurando o copo de cerva.

Meu amigo olha pra mim atônito e coloca mais um pouco de cerva no meu copo.

-Verdade?

-Verdade! – falo bebendo mais e, fazendo careta, continuo:
-Olha pra isso. Você já está no quarto copo e eu ainda estou no segundo!
-É que eu bebo rápido – ele ameniza.
-Eu também! Eu também bebia rápido! E hoje bebo feito uma lesma, uma tartaruga, uma...
-Lerda.
-É! Eu sinto gole por gole quando bebo e... Afff, eu tenho até vergonha de falar...
-O quê?
-Eu bebo e sinto o gosto e... Não gosto!
-De cerveja?
-É!
-Não gosta de cerveja?
-É!
-Por quê?
-Sei lá! Perdi o jeito! Desgostei! Acho muito amargo. Prefiro vinho!
-Mas vinho é bom também.

Affff.
Esse amigo não entendia nada.
Desculpa se você vier a ler isso aqui, mas é isso mesmo, você não entende nada!
Era a TPM, era a gordura localizada na barriga, era o sentimento dos jogos Pan Americano.
Ah! Os jogos Pan Americano! Eles são de matar!
Concorde comigo.
Você ta lá, de frente ao telão que o bar inventou de colocar em cima do balcão, bebendo, vendo aqueles corpos atléticos, cheios de músculos vibrando a cada obstáculo alcançado, saúde de sobra e você se olha ali, sentada numa cadeira, prestes a menstruar, com um barrigão em cima das pernas, bebendo cerveja e pensando:

-Será que eu nunca vou ganhar uma medalha de ouro?


6º Copo

-Acho que vou beber uma água... – falo já zonza.
-Não vai não. Saímos hoje pra beber! Da próxima vez pedimos refrigerante!
-É que cerveja me deixa com gases...
-Se quiser peidar vai no banheiro! Hoje você vai beber comigo.
-Tá! Só não garanto o fedor.
-Se soltar uma aqui eu não ligo não.
-Acho que a zoada constrange mais que o cheiro né?
-Acho que o cheiro é pior...
-Talvez no elevador sim... Mas fora, na rua assim, a gente pode dizer que é do esgoto. A gente pode falar “foi do esgoto!” ou fazer que nem minha mãe que põe a culpa nas árvores...
-Ela fala das árvores?
-É. Ela solta um e diz que foi a árvore da rua que peidou.
-Hahaha É sério?
-Seríssimo. E sabe que eu cheguei a acreditar? Depois vi que não... Que era ela...
-E como você descobriu?
-É que não temos árvore em casa né. Não aceitei a justificativa nas plantinhas...


Poisé folks!
Podem me chamar pra taça de vinho, tinto de preferência, que copão de cerva já foi!rs

E dica de filme...

Paris, te amo




Vale a pena assistir já que é um filme feito de vários curtinhas de cinco minutos para contar histórias que acontecem na cidade de Paris
Algumas histórias são boas, outras são chatinhas, mas o filme como um todo dá pra ver e se emocionar também. O curtinha que mais gostei foi do último, sobre uma senhora turista visitando Paris pela primeira vez. Achei bem sensível e só ele valeu por todos os outros. So check it out Charlie!



Enviado por Isis * 9:54 AM

[Sexta-feira, Julho 20, 2007]

Como este blog visa a brincadeira, a comédia, o escracho!
Vamos falar de coisas boas.
Vamos por notinhas:



1 – Acarajé? Never more!



Brinquei com meus amigos paulistas sobre o acarajé.
Falei que era comida pesada, que eles iam passar a noite em claro e coisa e tal.
Fiz aquele terror básico só para rir depois.
Mas oh! Hohoho!
Eis que o feitiço virou contra o feiticeiro.
Quem sofreu foi eu!
Após algumas dentadas tive dor de barriga e embrulho no estômago.
Quase gritei “mamãaaaaaeeee”, mas lembrei que já estava crescidinha.
Tratei então de tomar um sonrisal, aquele mesmo que estava guardado para o cão quente com purê.
É que eu havia esquecido que sou light, dessas que não comem bobagens, evitam refrigerante e cujo acarajé se vê uma vez na vida.
E os meus amigos paulistas?
Tão bem! Não sofreram nadinha, nadinha rs.


2 – Piola salgadinho e Dj futurista



Fui visitar a pizzaria Piola recém chegada em Salvador.
É uma pizzaria famosa em outras cidades do Brasil, como Sampa, Rio etc.
O local é maravilhoso, com cenário moderno, cabine de Dj no teto que se desloca de um canto a outro da pizzaria, luminárias verde, rosa e amarela.
Os garçons e garçonetes são descoladíssimos em seus piercings, suas tatuagens...
Bem.
Tudo maravilhoso, não fosse a pizza que tem uma massa bem salgada.
Massa salgada não dá ne?
No entanto, você jura que não fiquei preocupada em ver aquela cabine de dj no teto despencar em cima das pessoas comendo embaixo?
Caso é que eu já estava sentada na lateral, completamente fora de risco, embora olhasse toda hora para todos ali que ignoravam a cabine em cima ou nem ligavam.
Só conseguia pensar admirada:
-Corajooooosos...

3- Cinemark X Salas de arte



Fui ver o tal Cinemark que abriu aqui no novo shopping de Salvador.
Cinema enorme, última geração, cadeiras inclinadas, telão gigantão!
Uau!
Mas tinha também guris gritando no ouvido da gente, pipoca voando por cima ou em direção as nossas cabeças, fulando chutando cadeira da frente, Joãozinho conversando com Mariazinha e com o celular.
Ah bem!
Eu sei!
Não sou pra "frentex"! Podem me chamar de sarcófago sim.
Meu voto continua sendo a favor das salas de arte.

And thats it? YEah! Thats it folksssssssssssssssss



Enviado por Isis * 10:23 AM

[Segunda-feira, Julho 16, 2007]

Purê de Batata



A minha amiga Dililika de São Paulo sempre falou:

-Cachorro-quente bom mesmo é com purê de batata!

-Urrrgh! - dizia eu achando graça - Tá brincando comigo, né?

Eu bem sabia do cachorro-quente com batata palha, cachorro-quente até com queijo, mas purê...
Purê de batata era demais pra mim.

Fiz chacota, dei inúmeras risadas nas vezes que a Di falou do sucesso do purê na salsicha.
Até que Dililiks se revoltou e resolveu vir de Sampa justamente pra me mostrar esse cão quente que ela afirmava ser a nona maravilha do mundo.
Pois bem.
Cedi a cozinha para o experimento, deixei um sonrisal no bolso como garantia e o número da emergência bem de junto do telefone.
BUM!
O cão quente foi feito, com uma frigideira de purê.

-Ai mio Dio do céu! - pensei. - Agora ou vai ou desce!!!!rs

Hummmm.
Primeira mordida e...
Não é que ficou gostoso?
Taca mais purê em cima do cão quente, põe ketchup e mostarda.
Tcharãã! O cachorro ficou uma delícia e eu recomendo.
Portanto folks! Quer comer um cão? Põe purê na mão.

Na foto:
Caudinha, eu e os paulistas fanáticos por purê, Dililiks e Ju



ps - A revanche tá no acarajé. Tenham medo!!!!rs




Enviado por Isis * 9:23 AM

[Quarta-feira, Julho 11, 2007]



Céu!!!



“Céu é o futuro da MPB” – Caetano Veloso.

“Céu expande o horizonte da nova e moderna música popular brasileira”- Folha de São Paulo.

“Uma excelente nova artista para crescer rapidamente” – Jornal de Montreal








Depois de tantos elogios, a cantora Céu pode muito bem estar com tudo e estar prosa.
Aliás, quem no lugar dela não estaria?

Ano passado a crítica musical se curvou dando uma indicação do Grammy de melhor cantora latina e este ano, por aqui, Céu recebeu a indicação de cantora revelação do canal Multishow.
Isto sem contar que o seu álbum, Céu, lançado em 2005, teve primeiramente o seu debut na França, e foi – como não haveria de ser? - super bem recebida.
Pois bem.
Que Céu é um sucesso, não há mais dúvidas. Que tem talento reconhecido, também não.
Então que a minha pergunta é:

“O que está faltando para que a Céu venha cantar aqui em Salvador?”

Hummm.
Fui procurar saber e não achando resposta só pude pensar em eu mesma trazê-la para cá.
Mas como?
Como posso pensar nisso se nunca fui produtora cultural nem nada parecido?
Bem folks.
O que faço é procurar saber através de amigos e amigas, produtores culturais, musicais, jornalistas, publicitários, diretores teatrais etc etc, tudo a respeito do que é preciso para que o seu show venha até Salva.
Você pensou em grana? Eu também!rs Grana é essencial!
Mas muito mais que grana é preciso ter um projeto, minuciosamente explicado, sobre o orçamento total do show, a exemplo do aluguel de teatro, juntamente com aparelhagem de som, luz, cachê da cantora e seus músicos, bilheteria, hospedagem, alimentação, passagens e por aí vai.
Ufa!
Só assim entendi do porquê de não termos tantos projetos culturais realizados em Salvador.
É uma burocracia tão grande que só de pensar cansa!
Mas estou decidida a seguir adiante e topo ajuda de quem quiser participar.

Por fim, aqui vai um videozinho em que falo sobre a realização do show.
É de grande valia esta informação folks!
Obrigada:)







Enviado por Isis * 9:18 AM

[Segunda-feira, Junho 25, 2007]

Eu, Caudinha e o São João



Ah, desculpe.
Eu disse São João?

Tem certeza? Será que você não ouviu errado?

Talvez eu tenha dito São Pedro e você não entendeu.
É que nesses dias têm chovido bastante, tempo nublado e coisa e tal.

Mas se eu falei "São João" foi puro equívoco.
A minha amiga Caudinha e eu não curtimos ele.
Eu sei, eu sei.
É meio estranho dizer isso já que todo mundo gosta.

Na verdade, é todo o conjunto do São João que nos incomoda.
Das músicas nós não gostamos, repudiamos a fumaça dos fogos de artifício, as comidas...
Bem, as comidas nós toleramos.

Tá, tá bom.
As comidas juninas se salvam.
Era isso o que você queria ouvir?
Eu sei que tem o milho, o bolinho de aimpim, carimã, amendoim, mungunzá...
Ah, mungunzá não entra?
Bem, posso dizer que ao menos a comidinha do São João, em geral, é gostosa.
Mas só isso e tão somente isso nos agrada.

É que, veja bem, vou dizer um segredo.
E segredo não se espalha, tá?
Bem... Parece que o São João também não gosta da gente.
Para encontrá-lo temos de ir pro interior, alugar uma casa, pois nos faltam parentes por lá.
É até meio humilhante quando nos dizem:

-Vou pra Senhor do Bonfim e você?

Ora.
A sensação é de desconforto, é preciso pensar rápido para não dizer "vou ficar por aqui mesmo" e não causar uma surpresa seguida de um sentimento de pena.
Nunca entendi o porquê de sentirem pena...
Mas para evitar isso é melhor falar:

-Ah, eu vou para Esperidião do Agrião.

-Onde fica isso?

-Ah, fica... perto do norte. Aqui em cima, bem pra cima, sabe?



Mas não vou dizer a você que nunca tentamos.
Certa feita o inusitado aconteceu.
Espera.
Preciso respirar fundo para contar.
Pruento. Lá vai.



San Juan em Amargosa!




Há 10 anos Caudinha e eu pensamos em encontrar o São João na cidade de Amargosa.

E pelo que bem lembro, foi lá que dividimos, com mais de 15 pessoas, uma casa e um banheiro.
Lá dentro tinha também o chão de colchonetes, um chuveiro bem gelado, goteira pelo teto e muita gente diferente.
Diferente para nós, porque para eles, vomitar nos quatro cantos da casa era algo normal.
O odor?
Que odor? - perguntavam.

Mas não, nós não éramos frescas.
Ao menos, tentamos não ser.
O tempo inteiro fingimos dançar forró, fingimos gostar da casa e fingimos que passar o dia inteiro sentadas no bar era algo divertidíssimo.
Aliás. Tudo ficava divertido após tomarmos as bebidas.
Será que você reconhece alguma?

"Pau nas coxa"
"Pau de Cabral"
"Pau esquerdo"
e
"Gabriela no pau"

Essa coisa toda de "pau" eu nunca entendi. Onde estava o famoso Pau Brasil que nunca esteve dentre essas bebidas?

Mas de toda essa viagem, existe uma cena da qual não esqueço.
Talvez a minha amiga Caudinha fique até chateada por eu contar.
Não fique chateada Caudinha.

Mas houve um episódio que após provarmos todas as bebidas da cidade, utilizamos o banheiro de algum bar.
Foi difícil encontrar um que cedesse o banheiro para a gente.
Mas um bar foi caridoso e cedeu o espaço.

-Onde fica o banheiro? - perguntei.

-Logo ali senhora, naquela porta de madeira.

Entrei e não vi nada, senão um buraco bem fundo cavado no chão de barro.





-É nesse local o banheiro moço?

-Sim senhora.

-Amiga! - chamei a Caudinha e falei. -Segura meus braços para eu me equilibrar.

E lá fomos nós, numa odisséia que jamais esqueceremos...

Na vez de Caudinha ela nem precisou de mim.
Nos cantos do buraco se equilibrou e, tomada por um grandioso momento de inspiração, disse com toda sinceridade possível:

-São João é a melhor festa do mundo amiga! É bom demais! Eu to amando!

Não reclame Caudinha.
Até hoje ela diz que nunca falaria isso na vida.
Eu digo que falou sim.
De qualquer maneira acho que cheguei a uma conclusão.
Percebi que no fundo, no fundo a gente gosta e muito do São João.
Não admitimos, mas gostamos.
Acredito até que no próximo São João a gente vai tentar fazer as pazes com ele.
Mas calma aí.
Não é nenhuma garantia.
Por enquanto ainda vamos ficar assim, somente coligadas a São Pedro.





Enviado por Isis * 10:28 AM

[Quinta-feira, Junho 14, 2007]

Love me tender Elvis!
Dubidubiduuu




Aninha, a faxineira, chega com um lenço na cabeça, mascando chiclets.

É boa pessoa e eu sinto simpatia por ela.
Por conta disso animo o seu dia de trabalho com música, para que a faxina fique menos penosa.
Faço uma seleção de faixas diversas, afinal ela precisa ouvir algo além de sertanejo e axé!
Coloco Marina Lima.

Aninha canta todas as músicas enquanto arruma a casa.
Ora, ela tem bom gosto! - penso eu.
Acabo então colocando o dvd da Adriana Calcanhoto, Público.
A faxineira canta as letras com pausa até para o suspiro.

-Cê gosta de Marina e Adriana é? - pergunto pra ela.
-Gosto sim senhora! - ela diz empolgada.
-Tô vendo! Cantou todas as letras sem errar!
-Ah Dona Isis, eu sei muito de música!
-Ah sabe é? - falo achando graça.
-Vou te mostrar o que é música boa de verdade. - digo dando risada.
Coloco Chico Buarque. Ela canta.
Coloco Gil, Caetano, Maria Bethania.
Ela canta e canta.
Gal Costa?
Ela passa a gritar "Meu nome é gaaaaaaal gaaaaaaal"
Opa!

-Cê sabe bem de mpb heim! - falo surpresa.
-É que na casa da minha outra patroa ela ouve de tudo Dona Isis!
-Ah é é? E o que mais ela ouve?
-Frank Sinatra, Doris Day, essas coisas.
-Conta mais!
-Ela ouve também o...
-O que?
- Clássicos do jazz.
-Jaaazz?

Enquanto ela fala, eu passo os olhos nos meus cds, tentando ver algo que a outra patroa não tenha.
-A minha patroa também ouve Elvis.
-Elvis Costelo?
-Não! Elvis... - ela continua.
-AH não! - gritei.
- O quê?
-Elvis Presley? Aí já é demais!
-Ela gosta dele.
-Não pode ser!
-Ela tem muitos cds do Elvis.
-Aaahhh! Muitos cds! Muitos CDS! Mas sabe o que ela não tem?
-O que?
-Ela não tem os albums Aninha! O bolachão! Ela não tem! - dou gargalhadas enquanto Aninha me olha assustada.
-Bola o que?
-O discão! Ela por acaso tem o discão do Elvis???
-Discão?
-Aaahh. - falo triunfante dando as costas para Aninha.
Volto para ela e digo calmamente:

- Aninha, a sua patroa não sabe o que é bom. O discão ela não tem e eu tenho todos, TODOS os discões do Elvis Presley! Até os singles que são raros!
-Os o que?
-Aaahh. Você precisa saber o que é bom. Música boa do Elvis tem de ser com a agulha. Sua patroa tem agulha?
-De costurar?
-Há! Você vai saber de tudo, tudo! Eu vou te mostrar! - falei puxando ela para ver a minha coleção do Elvis.

Após os olhos de admiração da faxineira eu já estava satisfeita.
Agora sim eu voltara ao posto da patroa que sabia muito de música.
A preocupação então era saber se na minha vitrola a agulha prestava, mas eu ganhava tempo disfarçando, coçando o queixo e dizendo:
-A sua patroa não sabe é de nada Aninha... Nadinha, nadinha...